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Fertilização in vitro com Maturação de Óvulos

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A maturação in vitro de óvulos, consiste em um processo de fertilização in vitro em que pouco ou nenhum medicamento é usado para estimular os ovários. Os óvulos, ou oócitos, são colhidos da mesma maneira da FIV vitro convencional, porém ainda imaturos. Seu amadurecimento é realizado em laboratório (in vitro).

Conheça as Normas Éticas.

Referências
In vitro maturation: a committee opinion. Fert Steril. Mar 1; 99(3): 663-6
In vitro maturation of oocytes: uncommon indications. Fert Steril. Apr; 99(5): 1182-8


Como na FIV com maturação in vitro se utiliza pouca ou nenhuma medicação, é provável que menos óvulos e imaturos sejam coletados. Estes óvulos precisam ser cultivados e maturados em laboratório. Em média 75% de todos os óvulos imaturos coletados conseguem ser maturados. A taxa de fertilização destes óvulos maturados varia de 69 a 79%. Após a transferência dos embriões para o útero da paciente, a taxa de implantação varia de 5,5 a 21,6%, bem menor que a média de implantação da FIV convencional (36,9%).

A taxa de gravidez também é inferior, se comparada a FIV convencional, variando de 23 a 34%. Os resultados iniciais da IVM (in vitro maturation) sugerem um bom potencial para aplicação futura na prática clínica. Entretanto, até o presente momento a IVM deve ser oferecida apenas como procedimento experimental em pacientes selecionadas, considerando tanto a menor eficácia, quanto a segurança ainda não completamente estabelecida.

Os óvulos imaturos presentes nos folículos de 2 a 12mm são obtidos por aspiração ovariana com utilização de pouca ou nenhuma medicação para estimulação dos ovários. Os óvulos são maturados in vitro durante aproximadamente 48 horas, um curto período comparado à maturação no ciclo natural da mulher. Após a maturação in vitro, os óvulos são fertilizados por injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI). Após a fertilização, os embriões são cultivados e transferidos para o útero da paciente.


A fertilização na IVM deve ser por ICSI. 
A ICSI é o método mais utilizado para fertilização devido a mudanças nas características do óvulo e da zona pelúcida. As taxas de fertilização em IVM por FIV são de 37,7% e quando se utiliza ICSI estas taxas sobem para 69,3%. Entretanto as taxas de implantação (24,2%) e gravidez clínica por embrião transferido (34,5%) são maiores quando se utiliza FIV comparando com menores taxas com ICSI (14,8% para implantação e 20% para gravidez clínica por embrião transferido). Portanto a ICSI parece não ser essencial para se conseguir fertilização em IVM.

Qual o objetivo da maturação de óvulos in vitro (IVM)?
O principal objetivo da IVM é eliminar ou reduzir significativamente importantes desvantagens da estimulação ovariana como custo financeiro, excesso de medicação e risco da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana

A IVM já é realizada rotineiramente?
A IVM não é realizada de rotina e seu uso ainda pode ser considerado experimental. Os resultados são piores se comparados a FIV convencional, a segurança do procedimento ainda não está completamente estabelecida, há maior dificuldade na coleta dos óvulos e maior complexidade nas técnicas laboratoriais.

Como saber se sou candidata a IVM?
Vale lembrar que a IVM ainda é realizada de maneira experimental. A candidata ideal é a paciente com menos de 35 anos de idade, com diagnóstico de Síndrome dos Ovários Polimicrocísticos ou que apresenta ovários com múltiplos folículos antrais. A taxa de gravidez de gravidez neste grupo selecionado atinge 25-35% por ciclo, menor se comparado a 50-60% na FIV convencional.

Para evitar o risco da Sindrome da Hiperestimulação Ovariana é necessária a realização da IVM?
Não, existem várias outras estratégias utilizadas para se evitar ou diminuir o risco da Síndrome da Hiperestimulação Ovariana. A IVM é apenas uma destas estratégias.

Quais as principais indicações para a IVM?
Algumas indicações ainda estão em estudo e merecem um olhar mais crítico. As principais indicações de IVM são: realização de FIV com nenhuma ou pouca droga indutora de ovulação, evitando-se seus efeitos indesejáveis, como a Síndrome da Hiperestimulação Ovariana; pacientes com contra-indicação aos níveis muito elevados de estradiol durante a indução de ovulação; preservação da fertilidade em pacientes oncológicas com indicação imediata de quimioterapia ou radioterapia, sem tempo hábil para utilização de protocolos convencionais de estimulação ovariana; pacientes com má resposta ao estímulo ovariano; síndrome de resistência ovariana ao FSH; recuperação e utilização de óvulos imaturos coletados em ciclos de FIV convencional.

A IVM é segura?
Há poucas informações sobre a segurança da IVM. O pequeno número de crianças nascidas por IVM não permite avaliar índices de malformações e anomalias. Parece não haver diferença no desenvolvimento de crianças nascidas por IVM comparadas com FIV convencional, apesar de pequeno número de crianças estudadas.

A maturação in vitro do óvulo aumenta o risco de alterações genéticas? 
Os efeitos genéticos do cultivo do óvulo imaturo em laboratório ainda não são bem conhecidos. Os óvulos são maturados in vitro por aproximadamente 48 horas, um curto período comparado à maturação no ciclo natural da mulher. Não ocorre sincronização da maturação nuclear e citoplasmática do óvulo. Esta última se refere a uma acumulação de fatores que preparam o citoplasma para a fertilização e desenvolvimento embrionário. Uma aceleração da maturação ovular pelo cultivo in vitro poderia levar a desordens epigenéticas, como síndrome de Angelman e Prader-Willi. O pequeno número de crianças nascidas por IVM não permite avaliar estas alterações, até a presente data.



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